quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Review da Época - Indianapolis Colts

Depois de uma temporada quase perfeita, os Indianapolis Colts chegam ao Super Bowl sem grande favoritismo e, na minha opinião, apenas com a vantagem de grande parte das suas actuais referências terem já um anel em casa, ganho em 2007 no Super Bowl XLI diante dos Chicago Bears.
Na minha opinião, e apesar de ter duvidado sobre o sucesso ou não desta época dos Colts, a verdade é que o segredo está na estrutura que o franchise dos Indianapolis Colts possui, porque existe estabilidade e tudo isto que aconteceu depois do treinador Tony Dungy se ter retirado (nomeadamente a sucessão do mesmo feita por Jim Caldwell, seu seguidor desde 2001 quando Dungy ainda estava em Tampa Bay) foi tudo muito bem planeado e só poderia resultar da melhor forma, visto os Colts terem como Quarterback um dos melhores jogadores da liga, com enorme experiência que poderia retirar alguma pressão dos ombros de Caldwell neste novo desafio na sua carreira. E não é só na questão do Head-Coach que os Colts revelam ter uma grande organização, é também em todo o restante Staff, desde o General Manager até à secção do College Scouting, algo que, estando bem coordenado, é a base do futuro de qualquer equipa. Na NFL não se fazem muitas trocas de jogadores, por ainda não haver um tecto salarial que obrigue a certos ajustamentos para reduzir despesa (como é o caso da NBA), por isso, a construção de uma equipa é feita a partir do Draft e da Free Agency, momentos esses que os Colts têm sabido gerir como ninguém.
Em seguida apresento um quadro com as principais estrelas da equipa desde 2000 e a forma como estas foram adquiridas:

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A informação deste quadro só vem revelar que de facto os Colts são exímios na escolha de jogadores vindo do College, não dependendo assim de nenhuma outra equipa no caso de alguma troca de jogadores.

Review da Época

A época foi de facto perfeita, ou muito perto disso. Sempre que jogaram a sério e com a melhor equipa possível em campo, os Colts foram invencíveis. Apenas quando decidiram fazer descansar a maioria dos seus melhores jogadores após terem garantido o 1st seed na AFC (algo que levantou alguma polémica, sem razão alguma na minha opinião), nos 2 últimos jogos da regular season contra Jets e Bills, os Colts foram batidos, terminando com um record de 14-2. O mérito vai mais uma vez para toda a equipa, que com o seu talento soube dar estabilidade ao franchise, tirando a tal pressão do estreante Head Coach Jim Caldwell.
Depois do futuro Hall Of Famer WR Marvin Harrison se ter retirado durante a última off-season, esperava que fosse o jovem Anthony Gonzalez o lugar de 2º WR da equipa. No entanto, logo no início da época este jogador sofreu uma lesão que o afastou até ao fim da temporada, acabando com essas esperanças. Foi então que Peyton Manning teve de arregaçar as mangas e "puxar" pelos seus jovens backup receivers, e esperar que eles dessem o passo em frente nas suas carreiras. E foi de facto o que aconteceu. O jovem Pierre Garçon, no seu 2º ano na liga, assumiu-se como 2º WR da equipa e 3ª referência no Receiving Group da equipa, depois dos veteranos Reggie Wayne e Dallas Clark. Acabou por se sair muito bem com 765yds e 4td's e ainda um jogão no Conference Championship diante dos NY Jets (151yds, 1td). O rookie canadiano Austin Collie impôs-se também muito bem na equipa como 3ºWR, conquistando 676yds e 7td's, também ele tendo feito um jogão nesse jogo com os Jets (123yds e 1td). As restantes referências da equipa estiveram também ao seu nível:
Reggie Wayne: 1264yds, 10td's
Dallas Clark: 1106 yds, 10td's (melhor época da carreira a nível estatístico)
A maior estrela da equipa e o seu play caller a nível ofensivo, o QB Peyton Manning, registou também uma das melhores épocas da carreira (4500yds, 33td's, 16int's, 10sacks e um QB rating de 99.9), culminando com a conquista do prémio de MVP da regular season, havendo já rumores de que poderá tornar-se no jogador mais bem pago da liga, quando está a caminho da sua última época de contrato com os Colts.
A offensive line, liderada pelo Center Jeff Saturday, revelou novamente grande capacidade a nível de pass protection mas não a mesma qualidade no run blocking em ajuda aos seus RB's Joseph Addai e Donald Brown (80.9yds/game, a pior equipa da liga neste aspecto).
A nível defensivo, e começando por falar na linha (os Colts actuam num sistema 4-3), os Colts tiveram um bom desempenho, de nível médio na liga, novamente não tão bom na run defense, (24º lugar na liga com 126.5yds permitidas por jogo), mas bem melhor no pass rushing, tendo a sua grande dupla de edge rushers, Robert Mathis e Dwight Freeney, sido responsável por 24 dos 34 sacks da equipa. A secondary, sem o seu patrão Bob Sanders (ausente por lesão durante quase toda a época), é bastante jovem mas foi razoavelmente bem liderada por Antoine Bethea, o membro mais experiente, tendo toda a equipa conseguido 16 interceptions, 3 a menos do que os seus adversários.

Dando uma olhadela para o calendário, a chave foram mesmo aquela sequência de jogos com Texans e Patriots, ambos em casa (weeks 9 e 10). Diante dos Texans, a equipa liderada pelo mais velho dos irmãos Manning, teve a seu favor algumas calls duvidosas de defensive pass interferece e ainda a sorte do Kicker adversário ter falhado um Field Goal de 42 jardas para o empate, quando já não havia de tempo de jogo. Já diante dos Patriots, uma vitória por 1 ponto (35-34) ficou marcada por mais algumas calls erradas e pela decisão falhada quando num 4th & 2 os Pats decidiram jogar a passe não tendo conseguido as jardas necessárias para um 1st down.
Até e desde então foi sempre a vencer à excepção dos 2 últimos jogos que já referenciei no início.

Fica então feita a review da época do Colts, amanhã virá a dos Saints e na 6ª feira a antevisão do Super Bowl.

1 comentário:

  1. Gostei da info sobre a maneira como foram adquiridas as principais estrelas da equipa nesta ultima decada.

    E' um facto que o rushing game nao e' dos melhores mas isso deve-se muito ao plano de ataque da equipa que passa maioritariamente pelo passe. O Peyton tambem ja' fez questao de dizer que quando se sente confiante e os treinadores optam pelo running game, ele muda a jogada para passe. Parece que vai funcionando bem por enquanto.

    O principal matchup deste Superbowl vai ser sem duvida o duelo das DL's e das OL's. A OL que conseguir proteger melhor o seu Quarterback vai ganhar o jogo a meu ver.

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